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Referências
bibliográficas
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STRATICO,
Fernando. O objeto e a cena contemporânea. Universidade Estadual de
Londrina.
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Breve resumo
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Em “O objeto e a cena contemporânea”, o autor faz
considerações acerca dos objetos, distinguindo os objetos que foram criados
para cena, como máscaras e adereços e objetos cotidianos que foram levados
para cena, como manequins; retrata a importância do objeto na criação teatral
e performativa. Em seguida relata algumas experiências desenvolvidas no curso de Bacharelado em Artes
Cênicas da Universidade Estadual de Londrina, cujo enfoque é o objeto
cotidiano e situar a experiência teatral no contexto das artes contemporâneas.
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Transcrições de citações mais importantes
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“Muito além de ser um mero estímulo para a criação
cênica, o objeto na contemporaneidade tem sido articulado por meio de um
constante processo de significação que nos remete a sujeitos e a contextos
sociais.”
(p. 1, l. 7-9)
“Na correria da produção industrial, estamos sempre
prontos a descartar rapidamente objetos velhos e usados para que novos
produtos sejam adquiridos. Com a rapidez com que os objetos industrializados
passam por nossas vidas, cada vez mais, deixamos de reconhecer nossas
próprias marcas, e desse modo, o mundo pasteurizado dos plásticos vaporiza a
presença orgânica humana e também a sua própria história.” (p.1. l.20-24)
“Em todo caso, sempre vemos
a relação do ator/atriz com estes objetos cênicos, que muito além de meros
adereços, são elementos que se relacionam ao corpo, de tal modo a se
tornarem uma extensão do
próprio corpo.” (p.2, l. 34-36)
“O corpo em sua relação com
o objeto evoca um estado de alteração da energia cotidiana.” (p.3 l. 13-14)
“O objeto (um barbante ou
tecido, por exemplo) é material desencadeador do ato, que é desprovido de
intenção cênica ou teatral. É lúdico, é possibilidade do eu na sua
fisicalidade, no espaço individual e coletivo. Na perspectiva da proposição,
os objetos são estimuladores do ato, que em sua essência, leva ao que Clark
chamou de nostalgia do corpo, a lembrança de si mesmo, de sua verdade
esquecida/perdida.” (p.4, l.19-23)
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Comentário pessoal
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A abordagem do ponto de vista social que o autor
trás a respeito do objeto é interessantíssima. Realmente nos “passa” muita
coisa, impedindo que de fato possamos experienciar. Em Notas sobre experiência e o saber de experiência, Jorge
Larrosa Bondía explana justamente esta experimentação; somos seres altamente
informados, mas sem sermos tocados por estas informações elas “apenas passam”
e a experiência se torna cada vez mais rara, pela falta de tempo.
Outro fator que me chamou
atenção, foi a possibilidade que o
próprio autor apresenta no final de seu artigo: ter uma abertura nos
processos de criação cênica, um compartilhar sútil dos processos criativos
com o próprio contexto.
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Utilização de materialidades no processo criativo
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São utilizados diversos objetos nos processos
citados no artigo, dentre eles: barbante, tecido, guarda-chuva velho, um CD e
uma sola de sapato.
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Amanda Shapovalov
Fernando Stratico
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